65 ensinamentos valiosos de Sun Tzu em A Arte da Guerra:

65 ensinamentos valiosos de Sun Tzu em A Arte da Guerra:
1. A guerra ĂŠ um assunto de importância vital para o Estado, o reino da vida ou da morte, o caminho para a sobrevivĂŞncia ou a ruĂ­na. É indispensĂĄvel estudĂĄ-la profundamente.
2. Informação ĂŠ crucial. Nunca vĂĄ para a batalha sem saber o que pode estar contra vocĂŞ.
3. Aquele que conhece o inimigo e a si mesmo lutarĂĄ cem batalhas sem perder; para aquele que nĂŁo conhece o inimigo, mas conhece a si mesmo, as chances para a vitĂłria ou derrota serĂŁo iguais; aquele que nĂŁo conhece nem o inimigo e nem a si prĂłprio serĂĄ derrotado em todas as batalhas.
4. Um lĂ­der lidera pelo exemplo, nĂŁo pela força.
5. Trate seus homens como filhos e eles o seguirĂŁo aos vales mais escuros. Trate-os como filhos queridos e eles o defenderĂŁo com a prĂłpria morte.
6. A invencibilidade estĂĄ na defesa; a possibilidade de vitĂłria, no ataque. Quem se defende mostra que sua força ĂŠ inadequada; quem ataca, mostra que ela ĂŠ abundante.
7. A vitĂłria estĂĄ reservada Ă queles que estĂŁo dispostos a pagar o preço.
8. Toda guerra ĂŠ baseada em dissimulação. Por isso, quando capaz, finja ser incapaz; quando pronto, finja grande desespero; quando perto, finja estar longe; quando longe, faça acreditar que estĂĄ prĂłximo.
9. A suprema arte da guerra ĂŠ derrotar o inimigo sem lutar.
10. Guerreiros vitoriosos vencem primeiro e, em seguida, vĂŁo para a guerra, enquanto guerreiros derrotados vĂŁo Ă  guerra em primeiro lugar para depois buscarem a vitĂłria.
11. Existem cinco perigos que podem afetar um general: imprudĂŞncia, que leva Ă  destruição; covardia, que leva Ă  captura; temperamento precipitado, que pode ser provocado por insultos; senso cego de honra, que ĂŠ sensĂ­vel Ă  vergonha; excesso de solicitude para com seus homens, que os expĂľem a preocupação e angĂşstia.
12. Existem trĂŞs maneiras de um governante trazer infortĂşnio Ă  guerra: comandar o exĂŠrcito para avançar ou recuar ignorando o fato que nĂŁo podem obedecer, e assim denegrir o exĂŠrcito; tentar governar o exĂŠrcito da mesma forma como administra o reino ignorando as condiçþes para obtĂŞ-lo, e assim causar inquietação na mente dos soldados; empregar os oficiais do exĂŠrcito sem discriminação ignorando os princĂ­pios bĂĄsicos de adaptação das circunstâncias, e assim abalar a confiança dos soldados.
13. O combatente inteligente olha para o efeito combinado de energia e nĂŁo necessita de tantos indivĂ­duos assim. DaĂ­ sua capacidade de escolher os homens certos e utilizar da mesma energia combinada.
14. Quando os soldados ficam muito encostados em suas lanças, estĂŁo fracos por falta de comida. Se aqueles que sĂŁo enviados para pegar ĂĄgua bebem-na, o exĂŠrcito estĂĄ sofrendo de sede.
15. Estude cuidadosamente o bem-estar de seus homens, nĂŁo os sobrecarregue. Concentre sua energia e acumule sua força. Mantenha seu exĂŠrcito continuamente em movimento, elabore planos insondĂĄveis.
16. Se vocĂŞ for indulgente, mas inĂĄbil para validar sua autoridade; bondoso, mas impotente para fazer valer os seus comandos; e incapaz, alĂŠm disso, de lidar com a desordem, seus soldados podem ser comparados Ă  crianças mimadas e serĂŁo inĂşteis para qualquer finalidade prĂĄtica.
17. Quando o general ĂŠ fraco e sem autoridade, quando suas ordens nĂŁo sĂŁo claras e coesas, quando nĂŁo existem regras fixas aos seus oficiais e quando as fileiras de homens sĂŁo formadas de forma casual e desleixada, a consequĂŞncia ĂŠ a total desorganização.
18. Quando os soldados comuns sĂŁo demasiadamente fortes e os seus oficiais superiores muitos fracos, o resultado ĂŠ insubordinação. Quando os oficiais superiores sĂŁo muito fortes e os soldados comuns fracos demais, o resultado ĂŠ colapso. Quando os oficiais superiores estĂŁo com raiva, insubordinados e atendem Ă  batalha contra o inimigo por sua prĂłpria conta e risco a partir de um sentimento de ressentimento, antes que o comandante-chefe diga se estĂŁo ou nĂŁo em condiçþes de lutar, o resultado inevitĂĄvel ĂŠ a ruĂ­na.
19. Existem cinco fatores que permitem que se preveja qual dos oponentes sairĂĄ vencedor: aquele que sabe quando deve ou nĂŁo lutar; aquele que sabe como adotar a arte militar apropriada de acordo com a superioridade ou inferioridade de suas forças frente ao inimigo; aquele que sabe como manter seus superiores e subordinados unidos de acordo com suas propostas; aquele que estĂĄ bem preparado e enfrenta um inimigo desprevenido e aquele que ĂŠ um general sĂĄbio e capaz, em cujas decisĂľes o soberano nĂŁo interfere.
20. Dos cinco elementos, nenhum ĂŠ predominante. Das quatro estaçþes, nenhuma dura para sempre. Os dias, uns sĂŁo longos, outros curtos. A Lua enche e mĂ­ngua. TambĂŠm sĂŁo assim os perĂ­odos de uma guerra.
21. A ĂĄgua nĂŁo tem forma constante. Na guerra tambĂŠm nĂŁo hĂĄ condiçþes constantes. Por isso, ĂŠ divino aquele que obtĂŠm uma vitĂłria alterando as suas tĂĄticas em conformidade com a situação do inimigo.
22. Se o seu oponente ĂŠ de temperamento colĂŠrico, procure irritĂĄ-lo. Finja ser fraco, que ele vai se mostrar arrogante, e vulnerĂĄvel.
23. HĂĄ estradas que nĂŁo devem ser seguidas, exĂŠrcitos que nĂŁo devem ser atacados, cidades que nĂŁo devem ser sitiadas, posiçþes que nĂŁo devem ser contestadas e comandos do soberano que nĂŁo devem ser obedecidos.
24. O estrategista hĂĄbil ĂŠ comparado a uma serpente encontrada nas montanhas. Ataque a cabeça e vocĂŞ serĂĄ atacado por sua cauda; ataque a cauda e serĂĄ atacado pela cabeça; ataque o meio e serĂĄ atacado por ambos.
25. NĂŁo basta fazer algo pelo simples bem de algo: certifique-se de que isso o ajude. Se ĂŠ para a sua vantagem, faça um movimento para frente; se nĂŁo, fique onde estĂĄ.
26. NĂŁo devemos fazer alianças com aqueles que estĂŁo familiarizados com nossos mĂŠtodos.
27. NĂŁo hĂĄ mais de cinco notas musicais, mas as combinaçþes destas cinco originam mais melodias do que pode ser ouvido. NĂŁo hĂĄ mais de cinco cores primĂĄrias, mas em combinação elas produzem mais cores do que pode ser visto. HĂĄ nĂŁo mais de cinco gostos palatĂĄveis, ainda que suas combinaçþes produzam mais sabores do que pode ser provado.
28. Seremos incapazes de transformar vantagens naturais para uso a menos que façamos uso de guias locais.
29. O governante esclarecido estabelece planos a seguir, e o bom general cultiva seus recursos.
30. Em caso de perturbação no acampamento, a autoridade do general se mostra fraca. Se as faixas e bandeiras sĂŁo deslocadas, sedição estĂĄ acontecendo. Quando servos e ajudantes estĂŁo com raiva, isso significa que os soldados estĂŁo cansados.
31. O general habilidoso conduz seu exĂŠrcito apenas como se estivesse levando um Ăşnico homem, quer queira quer nĂŁo, pela mĂŁo. Tal general tambĂŠm deve conceder recompensas sem precisar se pronunciar, e emitir ordens sem levar em conta os anteriores acordos.
32. O verdadeiro mĂŠtodo, quando se tem homens sob as nossas ordens, consiste em utilizar o avaro e o tolo, o sĂĄbio e o corajoso, e em dar a cada um a responsabilidade adequada.
33. A habilidade de alcançar a vitĂłria mudando e adaptando-se de acordo com o inimigo ĂŠ chamada de genialidade.
34. As oportunidades multiplicam-se Ă  medida que sĂŁo agarradas.
35. NĂŁo estamos preparados para lidar com um exĂŠrcito em marcha a nĂŁo ser que estejamos familiarizados com a geografia do local; suas montanhas e florestas, armadilhas e precipĂ­cios, pântanos e brejos.
36. Seja sutil. Use seus espiĂľes para cada tipo de negĂłcio. Mas veja, tais espiĂľes nĂŁo podem ser geridos sem benevolĂŞncia e frontalidade, pois sem ingenuidade mental nĂŁo se pode ter certeza da veracidade de seus relatĂłrios.
37. Compare prudentemente o exĂŠrcito inimigo com o seu prĂłprio, de modo que vocĂŞ possa saber onde a força ĂŠ superabundante e onde ĂŠ deficiente.
38. NĂŁo ataque alguĂŠm sĂł por estar magoado. Um general nĂŁo deve colocar suas tropas em campo apenas para satisfazer seu prĂłprio esplendor.
39. Um bom comandante ĂŠ benevolente e despreocupado com a fama.
40. A qualidade da decisĂŁo ĂŠ como a rusga de um falcĂŁo que lhe permite atacar e destruir sua vĂ­tima.
41. No meio do caos hĂĄ sempre uma oportunidade.
42. Energia ĂŠ o que tensiona o arco, decisĂŁo ĂŠ o que solta a flecha.
43. Comandar muitos ĂŠ o mesmo que comandar poucos. Tudo ĂŠ uma questĂŁo de organização.
44. A arte da guerra nos ensina a nĂŁo confiar na probabilidade de o inimigo nĂŁo estar vindo, mas sim na nossa prĂłpria prontidĂŁo para recebĂŞ-lo; nĂŁo sobre a possibilidade de ser atacado, mas sim no fato de que fizemos a nossa posição inatacĂĄvel.
45. Velocidade ĂŠ a essĂŞncia da guerra. Tire proveito do despreparo do seu inimigo, transforme seu caminho em rotas desesperadas e ataque nos sinais de descuido.
46. Para conhecer o seu inimigo vocĂŞ deve tornar-se seu inimigo.
47. O medo ĂŠ o verdadeiro e Ăşnico inimigo.
48. Lembre-se: vocĂŞ ĂŠ seu prĂłprio general. EntĂŁo, tome agora a iniciativa, planeje e marche decidido para a vitĂłria.
49. Para cada vitĂłria sofremos uma derrota.
50. A estratĂŠgia sem tĂĄtica ĂŠ o caminho mais lento para a vitĂłria. TĂĄtica sem estratĂŠgia ĂŠ o ruĂ­do antes da derrota.
51. A vantagem estratĂŠgica desenvolvida por bons guerreiros ĂŠ como o movimento de uma pedra rolando por uma montanha com 500 metros de altura. A força necessĂĄria ĂŠ insignificante; o resultado, espetacular.
52. Se numericamente ĂŠs mais fraco, procura a retirada.
53. Um general nĂŁo deve empreender uma guerra num ataque de ira, nem deve enviar suas tropas num momento de indignação. Entenda que um homem que estĂĄ enfurecido voltarĂĄ a ser feliz, e aquele que estĂĄ indignado voltarĂĄ a ser honrado, mas um Estado que pereceu nunca poderĂĄ ser reavivado, nem um homem que morreu poderĂĄ ser ressuscitado.
54. Deixe seus planos serem escuros e impenetrĂĄveis ​​como a noite e, quando vocĂŞ se mover, caia como um raio.
55. Quando cercar o inimigo, deixe uma saĂ­da para ele, caso contrĂĄrio, ele lutarĂĄ atĂŠ a morte.
56. NĂŁo ĂŠ preciso ter olhos abertos para ver o sol, nem ter ouvidos afiados para ouvir o trovĂŁo. Para ser vitorioso vocĂŞ deve enxergar o que nĂŁo estĂĄ visĂ­vel.
57. Se quisermos que a glĂłria e o sucesso acompanhem nossas armas, jamais devemos perder de vista os seguintes fatores: a doutrina, o tempo, o espaço, o comando, a disciplina.
58. Se nĂŁo ĂŠ vantajoso, nunca envie suas tropas; se nĂŁo lhe rende ganhos, nunca utilize seus homens; se nĂŁo ĂŠ uma situação perigosa, nunca lute uma batalha precipitada.
59. A ĂĄgua escolhe o seu percurso de acordo com o terreno que atravessa. O guerreiro busca a vitĂłria de acordo com o inimigo que enfrenta.
60. Concentre-se nos pontos fortes, reconheça as fraquezas, agarre as oportunidades e proteja-se contra as ameaças.
61. Derrotar o inimigo em cem batalhas nĂŁo ĂŠ a excelĂŞncia suprema; a excelĂŞncia suprema consiste em vencer o inimigo sem ser preciso lutar.
62. NĂŁo hĂĄ exemplos de uma nação beneficiando-se da guerra prolongada.
63. SĂł mudando a si mesmo o homem pode mudar o que estĂĄ a sua volta. Se o pensamento nĂŁo muda, o que vemos ĂŠ o que temos visto pelo mundo afora: um ImpĂŠrio substituindo ao outro, e um opressor sentando no trono sangrento de outro opressor. Enquanto o homem nĂŁo muda a si mesmo, o que vemos ĂŠ apenas escuridĂŁo e ranger de dentes.
64. Evitar guerras ĂŠ muito mais gratificante do que vencer mil batalhas.
65. A vitĂłria ĂŠ o principal objetivo na guerra, mas o verdadeiro propĂłsito da guerra ĂŠ a paz.

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Eduardo Ruano

Eduardo Ruano

Escritor e redator freelancer. Gosto de informação, conhecimento, cultura, arte, música, insights e boas histórias. Odeio cerimônias, falsidades e ostentação. Acredito no valor da humildade e me sinto bem vivendo com simplicidade. Observador ativo do comportamento humano e um apaixonado por ficção. Referências de conteúdo são sempre inspiraçþes. Quando a mente viaja, eu escrevo.

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