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As regras para líquidos seguem oficialmente inalteradas.

EUA começam a rever regras de segurança em aeroportos
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Segurança Aérea

EUA começam a rever regras de segurança em aeroportos

25 anos após o 9/11, EUA afrouxam regras em aeroportos, de sapatos a acesso a portões

fonte: Redação SpaceMoney :: timestamp: 11/09/2026 08:49

Segundo a CNBC, os Estados Unidos começaram a flexibilizar parte das restrições de viagem impostas após os ataques de 11 de setembro de 2001, 25 anos depois de medidas que moldaram a rotina dos passageiros em aeroportos — das regras para líquidos na bagagem de mão à proibição de despedidas e recepções junto aos portões de embarque.

No ano passado, o Departamento de Segurança Interna, criado após os atentados, informou que os passageiros podem manter os sapatos nos pés na triagem de segurança comum. A exigência havia sido adotada depois que Richard Reid, conhecido como o "bombardeiro do sapato", tentou, sem sucesso, acender material explosivo no calçado em um voo entre Paris e Miami, em dezembro de 2001.

As regras para líquidos seguem oficialmente inalteradas. Elas vêm de 2006, quando autoridades britânicas desarticularam um plano de levar explosivos líquidos a bordo. Novos escâneres instalados em alguns checkpoints permitem deixar os líquidos dentro das bolsas durante a inspeção, mas a disponibilidade varia conforme o aeroporto e o limite de tamanho dos frascos continua valendo.

Para Jeff Price, professor da Metropolitan State University de Denver e consultor de gestão aeroportuária, a tecnologia disponível hoje é melhor do que a de anos atrás, afirmação que ele fez à CNBC.

Acesso a portões e triagem paga

Nesta semana, a TSA lançou o programa Gateside, gratuito, que permite a viajantes elegíveis — incluindo membros do TSA PreCheck — pedir acesso a áreas restritas além da triagem sem apresentar cartão de embarque. O programa foi implantado em 13 aeroportos, entre eles Dallas Fort Worth, Los Angeles, Detroit Metropolitan Wayne County e Salt Lake City. O participante precisa se inscrever on-line com um a três dias de antecedência e receber aprovação antes de passar pela segurança.

Outra mudança é o leque de opções de triagem. O PreCheck custa US$ 76,75 e cobre cinco anos, com acesso a filas rápidas, enquanto o serviço privado Clear oferece checagem de identificação mais curta em troca de dados biométricos. Price observou que quem paga reduz a triagem, mas entrega mais dados pessoais ao governo — uma troca, disse ele à CNBC.

Mudanças em curso

A TSA desistiu no mês passado de um programa batizado de TSA Gold+, que terceirizaria a segurança em alguns aeroportos. O novo diretor da agência, David Cummins, no cargo desde o início de agosto, afirmou que um novo programa de parceria de triagem vai substituir o Gold+ e aproveitar melhor o setor privado. O aeroporto internacional de Tampa avaliou o programa a partir de maio, em parte para se proteger de paralisações do governo, mas decidiu não seguir adiante. Seu diretor de operações, John Tiliacos, disse a repórteres no mês passado que o aeroporto não teve todas as respostas que buscava sobre a tecnologia.

Enquanto algumas regras antigas são revistas, o setor ainda lida com ameaças em mudança. Para Keith Jeffries, vice-presidente da K2 Security Screening Group, aposentado da TSA e ex-diretor de segurança da agência no aeroporto de Los Angeles, inteligência artificial, segurança cibernética e drones estão entre os principais desafios.

"Não existe armadilha de segurança perfeita." — Keith Jeffries
  • A obrigatoriedade de tirar os sapatos na triagem comum foi suspensa no ano passado pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA.
  • As regras para líquidos na bagagem de mão seguem oficialmente as mesmas desde 2006, apesar dos novos escâneres em alguns aeroportos.
  • O programa Gateside já está ativo em 13 aeroportos e exige inscrição on-line de 1 a 3 dias antes do voo.
  • A TSA cancelou o programa Gold+ de terceirização da segurança e prepara um novo modelo de parceria com o setor privado.
  • Especialistas apontam IA, segurança cibernética e drones como os principais desafios futuros para a segurança aeroportuária.

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