
🔐 Modelos de Controle de Acesso – RBAC na prática
Chegou a vez de detalhar um dos modelos de controle de acesso mais utilizados e eficazes: RBAC (Role-Based Access Control).
📌 A ideia central do RBAC é simples:
O acesso não é concedido diretamente à pessoa, mas sim à função (role) que ela exerce.
👉 No RBAC:
Todo usuário precisa ter uma função atribuída
Usuários só recebem funções para as quais estão autorizados
As permissões pertencem às funções, não aos usuários
O usuário só executa transações permitidas pela função ativa
Decisões de acesso são sempre baseadas nas roles
Suporte a hierarquias e restrições para maior controle
Isso facilita escala, auditoria e governança e aumenta a segurança.
🧩 Core RBAC
É a base de qualquer implementação: usuários, funções, permissões, operações e sessões bem definidos e alinhados à política de segurança.
🏗️ Framework RBAC
O modelo evoluiu em frameworks que atendem diferentes necessidades:
RBAC0: modelo básico (Core RBAC), sem hierarquia — mapeia usuários, funções, permissões e sessões
RBAC1: adiciona hierarquia de funções (ex: Júnior → Sênior)
RBAC2: adiciona restrições (constraints) (ex: só pode ser Sênior quem foi Júnior antes)
RBAC3: combina hierarquia + restrições, oferecendo controle refinado
Esses mecanismos permitem refletir a estrutura real da organização no controle de acesso.
⚖️ Segregação de Funções
Para prevenir fraudes e conflitos de interesse, o RBAC incorpora:
SSD (Static Separation of Duties): impede que funções conflitantes sejam atribuídas ao mesmo usuário (ex: Caixa + Contas a Receber)
DSD (Dynamic Separation of Duties): permite múltiplas funções, mas impede ativação simultânea na mesma sessão (ex: não pode atuar como Caixa e Supervisor ao mesmo tempo)
Esses conceitos são essenciais para prevenção de fraudes.
🔗 Conexão com IAM, IGA, PAM e LGPD
O RBAC não atua sozinho. Ele é parte essencial de um ecossistema de segurança:
IAM: Implementa RBAC para gestão cotidiana de acessos.
IGA: Usa RBAC para governança, revisão de acessos e compliance.
PAM: Aplica conceitos de RBAC para controle de acessos privilegiados, com camadas extras de segurança.
LGPD: O RBAC ajuda a assegurar acesso mínimo necessário, registra quem acessou o quê e apoia a demonstração de conformidade.
Cibersegurança: reduz superfície de ataque aplicando mínimo privilégio
Em um mundo de dados sensíveis e ameaças cibernéticas, adotar modelos como RBAC — integrado a IAM, IGA e PAM — não é apenas uma boa prática, mas uma exigência estratégica para segurança e conformidade.
https://www.linkedin.com/in/ingrid-fernandes-lgpd/
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