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Golpes digitais , Caiu na Rede - Quarta 15/04/2026

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Reconhecimento facial, Solicitar correção, anonimização ou exclusão das imagens

Reconhecimento facial envolve tratamento de dados biométricos, que são considerados dados pessoais sensíveis pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD – Lei nº 13.709/2018).






Vamos destrinchar como isso funciona 👇


⚖️ 1. O que diz a LGPD sobre reconhecimento facial

A LGPD define dado pessoal sensível como:

“dado pessoal sobre origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, dado referente à saúde ou à vida sexual, dado genético ou biométrico, quando vinculado a uma pessoa natural.”
(Art. 5º, II da LGPD)

Portanto, imagens captadas por câmeras que identificam pessoas por meio de características faciais são dados sensíveis e exigem proteção e finalidade legítima.


📸 2. Quando o reconhecimento facial é permitido

A coleta e o tratamento só são legais se atenderem uma das hipóteses do art. 11 da LGPD, como:

  • Consentimento explícito do titular — a pessoa precisa saber que está sendo filmada e para quê (ex: segurança, controle de acesso, etc.);

  • Cumprimento de obrigação legal ou regulatória — por exemplo, câmeras em bancos, exigidas pelo Banco Central;

  • Proteção da vida ou da incolumidade física do titular ou de terceiro;

  • Segurança pública ou investigação criminal, quando realizadas por órgãos estatais com base em lei específica.


🚫 3. O que é ilegal ou abusivo

É considerado abuso ou violação da LGPD quando:

  • As pessoas não são informadas sobre a existência das câmeras ou o uso de reconhecimento facial;

  • O local não indica claramente a finalidade da coleta (por exemplo, usar imagens de uma festa para fins de marketing sem aviso);

  • Os dados são compartilhados com terceiros sem base legal;

  • As imagens são armazenadas por tempo indeterminado ou sem segurança adequada.


🧾 4. Direitos do titular de dados (você)

Quem teve a imagem coletada tem o direito de:

  1. Saber se está sendo monitorado e com qual finalidade;

  2. Pedir acesso às imagens e informações sobre o tratamento dos dados;

  3. Solicitar correção, anonimização ou exclusão das imagens, caso não sejam mais necessárias ou tenham sido coletadas sem base legal;

  4. Revogar o consentimento a qualquer momento;

  5. Registrar reclamação na ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados), se o controlador (empresa ou organizador do evento) não atender ao pedido.


🧍‍♀️ 5. Exemplo prático: festas e eventos

Imagine uma festa (FESTAS E EVENTOS) com câmeras que fazem reconhecimento facial para “segurança” ou “controle de entrada”.

🔹 O organizador deve:

  • Exibir avisos visíveis no local (“Ambiente monitorado por câmeras com reconhecimento facial para fins de segurança”);

  • Disponibilizar uma Política de Privacidade (online ou física);

  • Garantir acesso controlado às imagens e prazo de retenção limitado;

  • Oferecer canal de contato para pedidos de exclusão ou informações.

🔹 O participante pode:

  • Solicitar a exclusão da imagem (principalmente se usada fora da finalidade informada);

  • Denunciar à ANPD ou ao Procon, em caso de tratamento indevido;

  • Em situações de dano moral (como uso indevido em publicidade), acionar judicialmente.


🔐 6. Cadeia de custódia e provas digitais

Se essas imagens forem usadas como prova (por exemplo, em investigações ou processos), é necessário manter:

  • Registro de origem e integridade dos arquivos;

  • Controle de acesso e autenticação de quem manipulou as imagens;

  • Isso garante a cadeia de custódia digital, prevista no Marco Legal de Provas Digitais e no CPP (art. 158-A).


🧭 Conclusão

SituaçãoLegalidadeRequisito
Câmeras de segurança comuns✅ LegalFinalidade clara e aviso visível
Reconhecimento facial com consentimento✅ LegalConsentimento explícito e política de privacidade
Uso de imagens em redes sociais sem consentimento❌ IlegalViola LGPD e direito de imagem
Compartilhamento de dados com terceiros sem base legal









❌ IlegalExige base legítima ou consentimento
#redigir um modelo de pedido formal de exclusão de imagem ou dados biométricos, com base na LGPD — útil para enviar a organizadores de eventos ou empresas.

Abaixo está um modelo completo de pedido formal de exclusão de imagem e dados biométricos, fundamentado na LGPD (Lei nº 13.709/2018) — ideal para enviar a organizadores de eventos, empresas, clubes, bares ou prefeituras que utilizam câmeras com reconhecimento facial.


🧾 MODELO DE REQUISIÇÃO DE EXCLUSÃO DE DADOS – LGPD

Assunto: Solicitação de Exclusão de Imagens e Dados Biométricos – LGPD

À [Nome da Empresa / Organização / Responsável pelo Evento],
Aos cuidados do Encarregado de Proteção de Dados (DPO)

Prezados(as) Senhores(as),

Com fundamento na Lei nº 13.709/2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais – LGPD), especialmente nos artigos 18, 11 e 17, venho, na qualidade de titular de dados pessoais, exercer meus direitos referentes ao tratamento indevido de imagens e dados biométricos obtidos por meio de câmeras de monitoramento com tecnologia de reconhecimento facial durante o evento [nome do evento], realizado em [data e local do evento].

Solicito formalmente:

  1. A confirmação da existência de tratamento de meus dados pessoais (imagens e dados faciais);

  2. A informação detalhada da finalidade para a qual tais dados foram coletados e tratados;

  3. A exclusão definitiva de todas as imagens e registros biométricos que contenham minha identificação, conforme o inciso VI do art. 18 da LGPD;

  4. A informação sobre o compartilhamento de tais dados com terceiros, caso tenha ocorrido, incluindo identificação dos destinatários;

  5. Comprovação, por escrito, da exclusão realizada ou justificativa legal para eventual manutenção, dentro do prazo legal de resposta (até 15 dias).

Lembro que, conforme o art. 46 da LGPD, o controlador é responsável por adotar medidas de segurança aptas a proteger os dados pessoais de acessos não autorizados e de situações acidentais ou ilícitas de destruição, perda, alteração ou divulgação.

Em caso de ausência de resposta ou descumprimento do pedido, reservo-me o direito de protocolar reclamação formal junto à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e, se necessário, buscar medidas judiciais cabíveis para garantir meus direitos de titular de dados.

Dados para identificação:

  • Nome completo: [Seu nome completo]

  • CPF: [se desejar incluir]

  • Data do evento: [xx/xx/xxxx]

  • Local do evento: [nome do local / endereço]

  • E-mail para resposta: [seu e-mail]

Aguardo o retorno dentro do prazo legal previsto no art. 19, §4º, da LGPD.

Atenciosamente,
[Seu nome completo]
[Seu endereço completo, se desejar]
[Seu telefone / e-mail para contato]


📬 Como enviar

  • Preferencialmente, por e-mail ao DPO (Encarregado de Dados) da empresa ou evento;

  • Em caso de órgãos públicos, envie para o Protocolo Geral da Prefeitura ou Ouvidoria;

  • Guarde protocolo ou comprovante de envio, para uso posterior junto à ANPD se não houver resposta.





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